
Acho que fiz de novo. Mãe, irmã, primas, amigas, vizinhos, vida, me perdoe. Fiz de novo. Fiz tudo igual. Me apaixonei. Jurei que isso não iria acontecer, mas ele chegou tão pertinho, me deu um beijo de mansinho que mal pude escapar. Ele foi cruel. Muito cruel, segurou minha mão e acorrentou a minha alma. Acorrentou algo que jurava impossível de acorrentar. Fui obrigada a me entregar, ou então não teria seus beijos, não dormiria em seu peito, e não descansaria meus dedos em sua tatuagem egocêntrica. Como eu adoro aquela tatuagem. Como eu adoro a maneira que ele me olha como quem não quer nada. Desculpe, mas gosto de me sentir fraca perto dele. Ele é tão homem, tão forte, tão meu, tão dela, como eu queria ele por inteiro. Ter dos pés a cabeça, é puro desejo, de conquista, de sedução, de vontade… Que vontade. Mas eu sei, um dia acabara, e eu lembrarei de tudo durante a noite, odeio a noite nesses dias. Amigas, se preparem, lá vai mais um bando de lagrimas e pedidos de compreensão. Vai ser difícil, não sou a unica na vida dele. Quisera eu que ele também não fosse o único da minha. Mas eu tenho vocês, é eu tenho. Também tenho filmes, e caso algo de errado os chocolates e a açúcar sempre estarão ao meu lado. Me fazendo companhia como boas guerreiras de corpo açucarado. (ÚltimoBilhete)
(Source: avozdedentro)